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quinta-feira, 14 de junho de 2012

SÃO ENCONTRADAS 29 HOMILIAS INÉDITAS DE ORÍGNES

O teólogo grego Orígenes (Alexandria, 185 – Cesareia Marítima, 245) foi um dos Padres da Igreja que se destacou por sua erudição. Até agora se pensava que a maior parte de sua obra se havia perdido (como se pode ver na biblioteca da “Patrologia Latina”), mas uma filóloga italiana fez um achado que poderá mudar o estudo da história da Igreja. Com toda probabilidade, a descoberta feita pela filóloga italiana Mariana Molin Pradel, na Biblioteca Bayerische Staatsbibliothek, de Munique, é a descoberta do século
A reportagem está publicada no sítio Vatican Insider, 12-06-2012. A tradução é do Cepat.



O L’Osservatore Romano indica que na tarde do dia 05 de abril passado, quinta-feira santa, estudando um código bizantino do século XI, o Monacense grego 314, Marina Molin Pradel se deu conta de que algumas homilias sobre os Salmos que estavam no código correspondiam às de Orígenes traduzidas para o latim por Rufino no começo do século IV. E imediatamente depois da Páscoa, ampliando sua pesquisa sobre o manuscrito, a estudiosa chegou à conclusão de que todas as 20 homilias contidas no código, até agora inéditas, são do grande intelectual cristão.
Na primeira metade do século III, Orígenes havia ditado uma série imponente de obras sobre o Saltério que logo tiveram uma influência decisiva sobre a exegese bíblica, tanto grega como latina. Mas, precisamente sua grande divulgação, após a condenação de 553, explica sua perda quase total, já na época.

Fonte: IHU Online.
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/510372-o-achado-do-seculo-29-homilias-ineditas-de-origenes

terça-feira, 5 de junho de 2012

MARANHÃO - PACTO DO CINISMO


Desde São Luís do Maranhão, prestes a comemorar seus 400 anos de existência, com um milhão de habitantes, desleixada e maltratada em seu patromômio arquitetônico, que lhe rendeu o título de patrimônio da humanidade, envio essas breves informações da realidade e luta dos povos indígenas desta região", informa Egon Heck, CIMI-MS, ao enviar o artigo que publicamos a seguir.
Eis o artigo.

O Estado do Maranhão, às vésperas da Cúpula dos PovosRio + 20, é o exemplo paradigmático do que não se deve fazer em termos de impacto e destruição da natureza e desrespeito a seus primeiros habitantes. O chão do Maranhão arde em carvão, suas florestas gemem sob o barulho ensurdecedor e contínuo dos dentes vorazes das motosserras.

Greenpeace mantém seu protesto, com seus membros se revezando na ancora de um navio que vinha carregar carvão obtido através de trabalho escravo e carvão de madeira retirada das  terras indígenas do estado. O protesto, já mais de dez dias, está chamando atenção do país e do mundo, sobre os crimes contra a natureza e os povos indígenas, que continuam sendo rotina nesta região do país, no cerrado, na mata pré-amazonica e na floresta amazônica. Olhando para o mapa da região amazônica, que nestes dias está sendo lançado pelo Greenpeace, se percebe claramente que o Maranhão é apenas uma mancha vermelha, significando o processo de total devastação da floresta, apenas interrompido pelo verde sobrevivente nas terras indígenas e algumas unidades de conservação.

Essa realidade motivou a solicitação de uma audiência pública pela Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado. O deputado Bira do Pindaré, que solicitou a audiência, a partir de pedido do Cimi Maranhão, foi o único parlamentar presente. Aos outros 41 provavelmente o tema dos direitos indígenas não devia ser motivo de interesse e de debate. O mesmo pensamento devem ter  os órgãos públicos convidados, particularmente a Funai, oIncraIbama, dentre outros. Nenhum deles compareceu ou sequer se deu ao respeito de comunicar sua ausência. Um pacto de cinismo, como disse um professor da Universidade Federal do Maranhão, que mostra não apenas o grau de omissão do governo federal e estadual, mas sua criminosa postura de apoio ao processo de devastação e desrespeito aos direitos dos povos indígenas, especialmente à terra.
A audiência pública, em meio à greve geral dos transportes coletivos, foi convocada para debater de maneira especial, duas situações – Terra Indígena Governador, do povo Gavião, no município de Amarante do Maranhão e a Terra Indígena Awá Guajá, município de Zé Doca, ambas sob fortíssima pressão de interesses econômicos e políticos regionais, invasão massiva de madeireiras ( só nas terras dos Awá estão devastando a floresta há aproximadamente 180 serrarias) . É voz corrente entre os políticos e interesses econômicos de que essas duas terras indígenas não serão demarcadas. Como garantia às suas pretensões alegam a existência de milhares de assentados pelo Incra nessas áreas ( só na área dos Pukobjê-Gavião existem 11 assentamentos)

Rosana, coordenadora do Cimi Maranhão destacou a campanha  difamatória contra os direitos dos povos indígenas no estado, estimulando um verdadeiro genocídio contra populações indefesas, com grupos em situação de isolamento voluntário, como é o caso dos Awá. A proteção e reconhecimento dessa terra indígena se arrasta por 30 anos. Representantes desse povo deram seu depoimento na língua materna. Falaram da destruição da floresta e da caça, com a invasão de seu território.  “Destroem nossa comida. Eu tenho ciúme da floresta, da caça...”. Lembraram a ida a Brasília no ano passado, quando cobraram ao Desembargador Girair Aram, no TRF, a demora no julgamento sobre suas terras. Três Awá, dentre os quais um estava na audiência, no ano passado fizeram uma visita aos Kaiowá Guarani, no Mato Grosso do Sul, para os quais levaram flechas para que pudessem se defender da invasão de  suas terras. Apesar das distâncias e realidade históricas tão diversas, se entenderam na língua (tupi-guarani) e nas intenções, defender-se dos invasores e destruidores de seus territórios e da floresta.

Encaminhamentos

- Fazer um relatório com as cobranças aos organismos do governo que não compareceram, especialmente a Funai

- Cobrar da Funai  um plano de retirada e reassentamento das moradores não índios da Terra Indígena Awá Guajá, conforme determinou a decisão judicial

- Interditar uma estrada que atravessa a terra indígena Awá

- Solicitar ao IBAMA um plano de fiscalização efetivo ( infelizmente em ocasiões anteriores de embargo triplicou o numero de serrarias atuando em terras indígenas

Deputado Bira, em conjunto com outros aliados visita ros órgãos fundiários e também o Ministério da Justiça, com documentação relatando tudo que foi denunciado e exigido pelos indígenas e seus aliados, providências nesta audiência pública.

A audiência pública foi um momento importante para os povos indígenas do Maranhão darem visibilidade a situações dramáticas de violências, mortes e ameaças e exigir do governo federal providências urgentes.
Data da pesquisa: 05/06/2012

CORPUS CHRISTI 2012


CORPUS CHRISTI - São Luís - MA
PROGRAMAÇÃO:
DATA - 07 DE JUNHO DE 2012
16h - CONCENTRAÇÃO E 17H - CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA
LARGO DA IGREJA DA SÉ - PRAÇA D. PEDRO II - CENTRO
APÓS A MISSA - PROCISSÃO SAINDO DA IGREJA DA SÉ COM AS SEGUINTES PARADAS E REFLEXÕES DENTRO DA PROGRAMAÇÃO DOS 400 ANOS DE ANÚNCIO DO EVANGELHO EM TERRAS MARANHENSES: - IGREJA NOSSA SENHORA DO CARMO - PRAÇA JOÃO LISBOA - SEGUE PELA RUA DA PAZ ATÉ A IGREJA SÃO JOÃO BATISTA - RUA ANTONIO RAYOL - SEGUE A RUA RIO BRANCO ATÉ A IGREJA NSSA SENHORA DOS REMÉDIOS ONDE ENCERRARÁ COM A BÊNÇÃO FINAL

A IMPORTÂNCIA DA FESTA DE CORPUS CHRISTI - ARTIGO DOS BISPOS

No dia 7 de junho a Igreja celebra a festa do Corpo de Deus, mais conhecida como “Corpus Christi”. É uma festa onde é feita uma procissão pública pelas vias públicas, com o objetivo de pulsar, entre os diocesanos, o espírito de unidade e fraternidade, por meio da celebração solene do mistério da Eucaristia - o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo. A celebração, de acordo com o Código de Direito Canônico (cân. 944), é presidida pelo bispo de cada diocese, com a presença real de Cristo na Eucaristia. A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.
No Brasil, a festa acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Na data existe a tradição de enfeitar as ruas com tapetes feitos com serragem colorida, flores, vidro moído, dolomitas, pó de café e outros materiais. Esses tapetes, de colorido vivo e desenhos de inspiração religiosa, possuem longas extensões, e cobrem o trajeto por onde passará a procissão de Corpus Christi. Essa procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto, e hoje, é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.
O cardeal Odilo Pedro Scherer e arcebispo de São Paulo (SP), em artigo publicado no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, afirma que Corpus Christi “destaca o dom da Eucaristia e coloca em evidência os mistérios centrais de nossa fé e da vida cristã”.
“Saímos de nossas igrejas e vamos, com Jesus na Eucaristia, para as ruas e praças de nossas cidades, anunciando que “Ele está no meio de nós” e habita conosco e orienta nossa história; nossas atividades cotidianas, nossas ocupações profissionais e responsabilidades sociais, nosso convívio social, nada disso é indiferente à nossa fé: em tudo somos “testemunhas de Deus”, discípulos missionários de Jesus Cristo”, descreveu o arcebispo de São Paulo.
Em artigo intitulado por ‘Festa do Corpo de Deus’, o bispo de Santa Cruz do Sul (RS), dom Canísio Klaus diz que Corpus Christi é uma “manifestação pública de fé, Corpus Christi é a festa da comunhão e da ação de graças. Por meio dela, enquanto se elevam hinos de ação de graças, se expressa também o desejo de viver uma íntima relação com Deus e uma fraterna comunhão com os irmãos”.
Para o arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), dom Orani João Tempesta, a solenidade de corpus Christi traz à tona a reflexão das responsabilidades cristãs, perante à vida e ao evangelho. “É a grande solenidade que nos pergunta sobre o Mistério da presença de Deus na história e em nossa vida. É também uma oportunidade de, nestes tempos de perda de valores, principalmente do esquecimento de Deus, cada um de nós nos recolocarmo a caminho d’Aquele com quem já nos encontramos, mas que necessitamos de continuar buscando-O ainda mais. Esta solenidade coloca-nos no centro e sentido de todas as demais celebrações.”
A festa relembra que durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue. Durante as celebrações, por meio da Eucaristia, Jesus mostra que está presente e se faz alimento para o espírito, o que dá força e resignação aos seus filhos para seguir em frente, tendo atitudes cristãs perante a vida.
A origem da festa
Decretada em 1269 e instituída pelo papa Urbano IV, a festa de Corpus Christi teve sua origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.
Por meio da da Bula Papal "Trasnsiturus de hoc mundo", o papa estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Compôs o hino “Lauda Sion Salvatorem” (Louva, ó Sião, o Salvador), que ainda nos dias atuais é usado e cantado nas liturgias do dia, por mais de 400 mil sacerdotes em todo o mundo.

Fonte: CNBB