Seguidores

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

AUMENTA A REJEIÇÃO AO ABORTO NO BRASIL



O apoio à proibição do aborto é o mais alto no Brasil desde 1993, quando o Datafolha começou a série histórica de perguntas sobre o tema.
A reportagem é de Uirá Machado e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 11-10-2010.
Segundo pesquisa realizada na última sexta-feira em todo o país, 71% dos entrevistados afirmam que a legislação sobre o aborto deve ficar como está, contra 11% que defendem a ampliação das hipóteses em que a prática é permitida e 7% que apoiam a descriminalização.
Atualmente, o Código Penal brasileiro classifica o aborto entre os crimes contra a vida. A pena prevista para a mulher que o provocar ou permitir a prática em si mesma vai de um a três anos de detenção (artigo 124).
O código prevê duas situações em que o aborto não é crime (artigo 128): se não há outro meio de salvar a vida da gestante e se a gravidez é resultado de estupro.
Segundo Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, a rejeição recorde ao aborto pode ser resultado da ampla exposição que o tema teve nas últimas semanas.


CAMPANHA

O aborto ganhou espaço na mídia e na boca dos candidatos a presidente no final do primeiro turno, impulsionados pela movimentação de igrejas evangélicas e segmentos católicos que pregavam voto anti-Dilma Rousseff (PT) e pró-vida - a petista já defendeu a prática.
Na propaganda eleitoral de sexta, a primeira do segundo turno, tanto Dilma quanto José Serra (PSDB) falaram sobre o tema.
Segundo o Datafolha, a taxa dos eleitores que afirmam querer que a lei fique como está é semelhante entre os que no primeiro turno votaram em Dilma (71%), em Serra (72%) e em Marina Silva (70%), candidata do PV.
O apoio à proibição do aborto é razoavelmente homogêneo em todas as faixas da população, sempre em torno de 70%. No entanto, entre os que têm ensino superior e os mais ricos há menos apoiadores: 63% e 56%, respectivamente.
A série de pesquisas sobre o tema mostra uma tendência ao conservadorismo.
No levantamento feito em 1993, 54% afirmavam que as exceções deveriam continuar restritas aos casos de estupro e de risco à vida da gestante, enquanto 23% diziam apoiar o aborto em mais casos e 18% eram favoráveis a descriminalizar a prática.
Desde então, a manutenção da atual legislação veio ganhando apoio. Em 1997, 55% diziam apoiar a proibição. Em 2006, o número passou para 63%, depois para 68% em 2008.
Data da pesquisa: 11/10/10

Disponível em: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=37173

domingo, 10 de outubro de 2010

DIA NACIONAL DA JUVENTUDE



A Arquidiocese de São Luis por meio da Pastoral da Juventude realizará no próximo dia 24 de outubro o DNJ (Dia Nacional da Juventude). O evento acontecerá no ginásio do colégio São José Operário, na Cidade Operária, das 8h às 18h e deverá reunir jovens de toda a Ilha de São Luís.
Este ano o evento terá como tema: “DNJ 25 anos: celebrando a memória e transformando a história” e como lema: “Juventude: muita reza, muita luta, muita festa, em marcha contra a violência”.
Este tema inspirado nos vinte e cinco anos de caminhada da PJ a nível nacional e, conseqüentemente, Arquidiocesano. Por isso, esse momento quer celebrar os 25 anos do DNJ, que nasceu no contexto do Ano Internacional da Juventude em 1985 e desde então serve como um forte momento de celebração da caminhada da Pastoral da Juventude.
Em São Luís, além dos 25 anos do DNJ celebrar-se-á os 25 anos de organização efetiva da Pastoral da Juventude na Arquidiocese.

O lema lembra a Campanha Nacional contra a Violência e o Extermínio de Jovens, da qual a PJ faz parte e motiva desde 2008. A campanha quer ser um alerta à sociedade em geral para o verdadeiro extermínio que sofrem os/as jovens hoje em dia, principalmente os negros e pobres na faixa etária de 15 a 24 anos.

A PJ Arquidiocesana convida todos os grupos de jovens a refletirem em suas reuniões no mês de outubro o tema e o lema do DNJ 2010, com o auxílio do subsídio que já pode ser adquirido na Cúria Arquidiocesana, e a se prepararem desde já para dar continuidade a este importante momento da caminhada da Pastoral da Juventude em São Luís e no Brasil.

fonte: Pastoral da Juventude Arquidiocesana e blog Maranhão Católico.

Nota da CNBB em relação ao Momento Eleitoral




A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, por meio de sua Presidência, congratula-se com o Povo Brasileiro pelo exercício da cidadania na realização do primeiro turno das eleições gerais, quando foram eleitos os representantes para o Poder Legislativo e definidos os Governadores de diversas unidades da Federação, bem como o nome daqueles que serão submetidos a novo escrutínio em 2º turno, para a Presidência da República e alguns governos estaduais e distrital.

A CNBB congratula-se também pelos frutos benéficos decorrentes da aprovação da Lei da Ficha Limpa, que está oferecendo um novo paradigma para o processo eleitoral, mesmo se ainda tantos obstáculos a essa Lei tenham de ser superados.

Entretanto, lamentamos profundamente que o nome da CNBB - e da própria Igreja Católica – tenha sido usado indevidamente ao longo da campanha, sendo objeto de manipulação. Certamente, é direito – e, mesmo, dever – de cada Bispo, em sua Diocese, orientar seus próprios diocesanos, sobretudo em assuntos que dizem respeito à fé e à moral cristã. A CNBB é um organismo a serviço da comunhão e do diálogo entre os Bispos, de planejamento orgânico da pastoral da Igreja no Brasil, e busca colaborar na edificação de uma sociedade justa, fraterna e solidária.

Neste sentido, queremos reafirmar os termos da Nota de 16.09.2010, na qual esclarecemos que “falam em nome da CNBB somente a Assembléia Geral, o Conselho Permanente e a Presidência”. Recordamos novamente que, da parte da CNBB, permanece como orientação, neste momento de expressão do exercício da cidadania em nosso País, a Declaração sobre o Momento Político Nacional, aprovada este ano em sua 48ª Assembléia Geral.

Reafirmamos, ainda, que a CNBB não indica nenhum candidato, e recordamos que a escolha é um ato livre e consciente de cada cidadão. Diante de tão grande responsabilidade, exortamos os fiéis católicos a terem presentes critérios éticos, entre os quais se incluem especialmente o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana.

Confiando na intercessão de Nossa Senhora Aparecida, invocamos as bênçãos de Deus para todo o Povo Brasileiro.

Brasília, 08 de outubro de 2010

P. nº 0849/10

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB

Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB

DISPONÍVEL EM: http://www.cnbb.org.br/site/notas-e-declaracoes/4906-nota-da-cnbb-em-relacao-ao-momento-eleitoral
Data da pesquisa: 10/10/2010